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Encontro Divino: ”Entre Franciscos, O Santo e o Papa’ estreia no Rio

Um encontro utópico entre o Papa Francisco e São Francisco de Assis se transforma em uma conversa tocante e filosófica sobre o ser humano. Em “Entre Franciscos – O Santo e O Papa“, o cenário é a lavanderia do Vaticano, espaço construído pelo papa para atender à população de rua em Roma. Um dia, sentindo-se cansado, ele entra no local e se depara com um homem, que descobre ser São Francisco de Assis. Nesse encontro inesperado entre Franciscos, o público é convidado a refletir junto com os personagens sobre questões pungentes dos tempos atuais, no espetáculo que tem texto de Gabriel Chalita, direção de Fernando Philbert, e que estreia dia 15 de março, às 19h, no Teatro Domingos Oliveira, no Planetário da Gávea.

Paulo Gorgulho interpreta o Papa Francisco e César Mello é São Francisco de Assis, nesta comovente história que passa pela espiritualidade, mas que vai muito além, explorando a sensibilidade e o lado humano dessas duas grandes e revolucionárias figuras que, além do nome, possuem muito mais em comum.

A peça conta com patrocínio do Instituto YDUQS e Estácio e ficará em cartaz até 7 de abril de 2024, sextas e sábados, às 20h; e domingos, às 19h. A direção de produção é de Guilherme Logullo, a cenografia de Natália Lana, os figurinos de Karen Brusttolin, o desenho de luz de Vilmar Olos e a realização da Luar de Abril.

Texto de Gabriel Chalita explora o lado humano dos personagens

No novo espetáculo de um dos escritores mais lidos do país e autor de mais de 80 livros, a conversa entre o santo e o papo aborda principalmente os problemas do mundo e os caminhos tomados por nós, seres humanos. O papa se mostra cansado das dores do cotidiano e, à primeira vista, não reconhece o homem na lavanderia, mas aos poucos, vai percebendo sua grande sensibilidade e a semelhança das suas palavras com as de São Francisco. O local torna-se, então, uma espécie de metáfora representando um espaço em que as dores da humanidade também são, de certa forma, lavadas.

“Não é uma peça sobre religião, mas sim um convite a refletir. De um lado, temos São Francisco, uma figura que vai muito além da sua importância religiosa, um homem que era rico e que decidiu renunciar a tudo para cuidar dos pobres e dos animais. Do outro, temos um papa que é um exemplo de acolhimento, um homem que vive o evangelho em sua essência, que acolhe os vulneráveis e que se posiciona até mesmo politicamente. São figuras carismáticas, revolucionárias e o espetáculo expõe o que seriam as visões de mundo de cada um”, revela Chalita, que também assina a idealização da peça.

Segundo o autor, a ideia surgiu a partir de uma conversa sobre invisibilidades, exclusão e sobre a grande desigualdade e os desafios que vivemos hoje. 

“A referência da lavanderia vem questionar quais são os barulhos do mundo e os caminhos que estamos tomando, como guerras, conflitos, doenças… Por meio da dimensão humana desses personagens, a peça quer inspirar o público com reflexões do mundo contemporâneo”, explica o autor.

Nesse diálogo emocionante entre Franciscos, Fernando Philbert, responsável pela direção de aclamados espetáculos, optou pela simplicidade, investindo em um jogo de cena que valoriza a química entre Paulo Gorgulho e César Mello.

“Buscamos um caminho de humanidade dos personagens, ou seja, quais as questões, os problemas, os desejos que atravessam o Papa e São Francisco de Assis. O que lhes incomoda, o que estão buscando resolver. Essa proposta conduz os atores a não colocarem os personagens em um lugar etéreo, mas sim como homens, como pessoas normais que, assim como nós, também têm dúvidas e incertezas. Você poderia assistir essa peça e esquecer que é o Papa e São Francisco, são apenas dois homens”, afirma.

Química entre os atores foi imediata

Interpretar dois grandes homens, guardados num lugar muito especial do imaginário de muita gente não é uma tarefa simples. Mais difícil ainda foi encontrar nos atores a sensibilidade necessária para encarnar a simplicidade dos personagens. Para César Mello, o desafio foi vencido com maestria:

“Quando estamos em cena, buscamos de fato pensar neles como homens que estão dialogando. A decisão de humanizá-los é muito significativa. São Francisco, por exemplo, não morreu santo. Pelo contrário. Enquanto vivo, era tachado de louco, chegando até mesmo a ser excomungado pela Igreja Católica. Então, no fim das contas, estamos falando de dois seres humanos, de carne e osso”, ilustra o ator.

A sinergia entre ele e Gorgulho foi essencial, imediata e necessária para que o espetáculo chegasse no tom esperado:

“Nessa conversa, os Franciscos mostram diversos aspectos do presente. A natureza está correndo riscos agora, estamos vivendo uma grande onda de ódio, tempos difíceis e é preciso olhar para isso”, conclui Gorgulho.

Teatro Domingos Oliveira
Planetário – Rua Vice-Governador Rúbens Berardo, 100
De 15 de março a 7 de abril de 2024
sexta e sábado, às 20h; e domingo, às 19h.
Duração: 70 minutos.
Ingressos: R$60 (inteira) e R$30 (meia)
Classificação: Livr
Foto de Guilherme Logulloe.
Instagram: @osantoeopapa
Vendas on-line: https://riocultura.eleventickets.com/#!/evento/b387a5281522ecf99f3cf2ae482409e120ecf8a7

FICHA TÉCNICA:
Elenco: Paulo Gorgulho e César Mello
Texto: Gabriel Chalita
Direção: Fernando Philbert
Cenografia: Natália Lana
Desenho de Luz: Vilmar Olos
Figurino: Karen Brusttolin
Trilha sonora: Gui Leal 
Design gráfico: Igor Gabriel Paz
Direção de produção: Guilherme Logullo
Produção executiva: Manu Hashimoto
Assistente de direção/produção: Renata Ricci 
Assessoria de imprensa: Prisma Colab 
Operação de luz: Thayssa Carvalho
Operação de som: André Vieri
Camareira: Rita Vasconcelos 
Idealização: Gabriel Chalita
Realização: Luar de Abril

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